Seguindo com o programa de concertos da Orquestra Jovem do Estado de Mato Grosso, julho nos reserva uma grata surpresa. A maestrina Flávia Vieira vai conduzir nova edição neste domingo (7), às 19 horas, no Cine Teatro Cuiabá. Professora de muitos dos músicos de orquestra que estão em atividade em Mato Grosso, em uma descontraída entrevista ela analisa o atual panorama da música orquestral em Mato Grosso, fala da oportunidade de reger a OJMT e ainda, “entrega” que a peça Janitzio, que integra o repertório da apresentação do próximo domingo é a que lhe exige mais como regente, mas ao mesmo tempo, é a que ela mais lhe agrada.

- Se tivesse que convidar alguém para o concerto, como o "venderia"?
Venderia dizendo que sou a única mulher regente de orquestra no estado e uma das únicas do país, pois trata-se de um universo masculino, porém cada vez mais, as mulheres estão conquistando todos os espaços.
- A senhora tem uma trajetória muito marcante na música de concerto de Mato Grosso, acompanhou a construção deste cenário,
não é mesmo? Como a senhora avalia o atual panorama?
Fui e sou professora de quase todos os músicos que aí estão. Fico feliz e orgulhosa de ter plantado essa semente aqui em MT. Porém o cenário ainda é muito tímido com iniciativas escassas e que precisa de muitos investimentos. O que vemos é uma dedicação ilimitada dos músicos, professores, funcionários do Instituto Ciranda que num gesto de muito amor à música vem conseguindo manter viva essa ideia.
- Vendo os jovens que se dedicam à música, há mesmo um futuro promissor em nosso Estado?
Como comentei já comentei, é preciso mais investimentos no setor artístico em Mato Grosso, pois se não estes jovens continuarão fazendo o que fazem agora, ou seja, quando estão no seu melhor nível, vão embora para outros estados em busca de aprimoramento e mercado de trabalho.

- Como regente, o que este trabalho representa para sua carreira?
Venho regendo em diversos lugares do país e atuo muito pouco em Cuiabá por causa das poucas iniciativas no Estado, portanto considero este concerto um presente que me foi oferecido pelos meus ex-alunos e que espero poder retribuir fazendo um grande concerto.
- E a atuação de Jhon Stuart? Como a sra. avalia?
O Jhon é um excelente músico e está tendo uma ótima oportunidade para mostrar isso. O contrabaixo é um instrumento
maravilhoso e que precisa ser divulgado dessa forma, mostrando suas potencialidades. Ele fará uma brilhante apresentação,
pois este concerto exige bastante do instrumentista e ele poderá mostrar todo o potencial do contrabaixo que poucas vezes é
colocado na condição de solista.
- De todo o repertório, o que mais lhe agrada e o que lhe exige mais?
O repertório me foi colocado, dessa forma, torna-se um desafio tanto para a orquestra quanto pra mim. A que mais me agrada
é também a que mais exige. Trata-se da última peça, “Janitzio” do compositor mexicano Silvestre Revueltas. É um grande desafio para a orquestra, trata-se de uma obra na qual o compositor faz uma crítica ao domínio da música europeia trazendo uma espécie de valsa, porém com temas mexicanos. Tudo isso tratado dentro de uma estética contemporânea.
O que a sra. tem a declarar sobre o maestro Murilo Alves?
Lindo!... (ri aos montes). Brincadeira! Murilo foi meu aluno, começou a reger comigo nas turmas de regência na UFMT. Lá ele descobriu que queria ser regente. A partir disso foi em busca dessa trajetória. Hoje é um colega de profissão a quem respeito muito por todo o trabalho que ele tem realizado. Sua dedicação ao Instituto Ciranda sempre foi integral e hoje ele tem colhido os frutos deste investimento. É um enorme prazer partilhar um pouco deste cenário que o Ciranda vem construindo. Obrigada e um ótimo concerto pra gente!

- Se tivesse que convidar alguém para o concerto, como o "venderia"?
Venderia dizendo que sou a única mulher regente de orquestra no estado e uma das únicas do país, pois trata-se de um universo masculino, porém cada vez mais, as mulheres estão conquistando todos os espaços.
- A senhora tem uma trajetória muito marcante na música de concerto de Mato Grosso, acompanhou a construção deste cenário,
não é mesmo? Como a senhora avalia o atual panorama?
Fui e sou professora de quase todos os músicos que aí estão. Fico feliz e orgulhosa de ter plantado essa semente aqui em MT. Porém o cenário ainda é muito tímido com iniciativas escassas e que precisa de muitos investimentos. O que vemos é uma dedicação ilimitada dos músicos, professores, funcionários do Instituto Ciranda que num gesto de muito amor à música vem conseguindo manter viva essa ideia.
- Vendo os jovens que se dedicam à música, há mesmo um futuro promissor em nosso Estado?
Como comentei já comentei, é preciso mais investimentos no setor artístico em Mato Grosso, pois se não estes jovens continuarão fazendo o que fazem agora, ou seja, quando estão no seu melhor nível, vão embora para outros estados em busca de aprimoramento e mercado de trabalho.

- Como regente, o que este trabalho representa para sua carreira?
Venho regendo em diversos lugares do país e atuo muito pouco em Cuiabá por causa das poucas iniciativas no Estado, portanto considero este concerto um presente que me foi oferecido pelos meus ex-alunos e que espero poder retribuir fazendo um grande concerto.
- E a atuação de Jhon Stuart? Como a sra. avalia?
O Jhon é um excelente músico e está tendo uma ótima oportunidade para mostrar isso. O contrabaixo é um instrumento
maravilhoso e que precisa ser divulgado dessa forma, mostrando suas potencialidades. Ele fará uma brilhante apresentação,
pois este concerto exige bastante do instrumentista e ele poderá mostrar todo o potencial do contrabaixo que poucas vezes é
colocado na condição de solista.
- De todo o repertório, o que mais lhe agrada e o que lhe exige mais?
O repertório me foi colocado, dessa forma, torna-se um desafio tanto para a orquestra quanto pra mim. A que mais me agrada
é também a que mais exige. Trata-se da última peça, “Janitzio” do compositor mexicano Silvestre Revueltas. É um grande desafio para a orquestra, trata-se de uma obra na qual o compositor faz uma crítica ao domínio da música europeia trazendo uma espécie de valsa, porém com temas mexicanos. Tudo isso tratado dentro de uma estética contemporânea.
O que a sra. tem a declarar sobre o maestro Murilo Alves?
Lindo!... (ri aos montes). Brincadeira! Murilo foi meu aluno, começou a reger comigo nas turmas de regência na UFMT. Lá ele descobriu que queria ser regente. A partir disso foi em busca dessa trajetória. Hoje é um colega de profissão a quem respeito muito por todo o trabalho que ele tem realizado. Sua dedicação ao Instituto Ciranda sempre foi integral e hoje ele tem colhido os frutos deste investimento. É um enorme prazer partilhar um pouco deste cenário que o Ciranda vem construindo. Obrigada e um ótimo concerto pra gente!
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