domingo, 9 de junho de 2013

Aulas do pólo Campo Verde começam em agosto

Em dez anos de atuação, muitas conquistas. A novidade do Instituto Ciranda é a implantação de uma escola de música em Campo Verde que vai atender 200 crianças e jovens sem custo algum.

Neste sábado (8), um concerto da Orquestra Jovem do Estado de Mato Grosso selou a parceria entre a Prefeitura e o Ciranda. “É importante esse investimento em música de qualidade. É um presente para a população. Fiquei orgulhoso em saber que o Instituto Ciranda continua sua tarefa de educar as pessoas por meio da música. Isso já é um sucesso, afinal, o músico também é um profissional”, disse o secretário-adjunto de Estado de Cultura, Fabiano Prates, antes da apresentação.

As aulas que buscam não só a capacitação por meio da música, mas também a prática da cidadania, começam já em 10 de agosto e as inscrições têm início logo, na segunda quinzena de junho. A princípio, instrumentos de orquestra, flauta doce e canto coral serão ofertadas à população gratuitamente. “O Instituto Ciranda tem um trabalho social que usa a música como ferramenta de inserção social”, destacou o presidente do Instituto, Murilo Alves.

Ele, que também está à frente da Orquestra Jovem do Estado de Mato Grosso, pensou um concerto especial para a ocasião. De certa forma, extremamente didático, com um repertório que passeou pelas obras de importantes compositores, como Dmitri Shostakovitch, Brahms, Pavarotti, Oscar Lorenzo Fernándes, Edward Elgar e Sixto Rios.

Por entre as peças e com o intuito de atrair a atenção das crianças e jovens presentes, o maestro Murilo Alves foi apresentando os instrumentos à plateia. “É importante que vocês vivenciem momentos musicais e cresçam com essa possibilidade. A música orquestral pode parecer de difícil acesso, mas de alguma forma essa pessoa se identifica com o desenho da orquestra, a configuração. Sempre vai haver algum ponto que faz conexão para começar o processo de escuta, então, vou tentar atraí-los para os instrumentos, para que vocês os conheçam. Todos eles imitam vozes”, anunciou, numa espécie de acesso inicial a este projeto de ensino da música.

O momento de descontração ficou por conta do espirituoso maestro. É que enquanto os músicos iam apresentando a sonoridade de cada um deles, todos fizeram melodias calmas. “Acho que eles estão se preparando para voltar dormindo no ônibus”, brincou Murilo.

A pequena Emilly França, 12 anos, em companhia do irmão, Marcos França, 9, se encantou com a orquestra e certa de que vai se inscrever, diz qual foi o instrumento que mais gostou: “Gostei do violino, o som é bem suave”. Já o irmão, gostou mesmo do contrabaixo. “O maestro disse que é ele quem dá a base musical”. Sinal de que a forma com que o maestro conduziu o concerto surtiu efeito.

O filho do prefeito Fábio Schroeter estava convicto de que ia estudar também. O pai teria tentado seduzi-lo para o estudo do violino, mas ele, mas que de pronto respondeu: “Vou estudar trombone, o senhor pode estudar violino”. A mãe, a primeira-dama e secretária de Ação e Promoção Social, Rosilene Schroeter estava orgulhosa e garante que vai apoiá-lo.

     

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